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França alerta para alergias a
tatuagens
As tatuagens temporárias de cor negra
- as famosas "hena tatoo"
- vendidas nas praias e mercados mais concorridos no Verão podem
apresentar riscos de alergia, por misturarem um composto químico
com a tradicional hena (pigmento castanho ou alaranjado usado pelas
mulheres orientais). O alerta foi lançado pela Agência
Francesa de Segurança Sanitária dos Produtos de
Saúde e reproduzido ontem pela correspondente em Portugal, o
Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed),
embora "até ao momento" não haja
notificação de casos entre nós.
Segundo uma circular informativa ontem
colocada no site do Infarmed, a
autoridade francesa tem acompanhado notificações de
dermatologistas e alergologistas quanto a reacções
alérgicas a tatuagem com hena desde Janeiro de 2004. Os casos
vão de eczemas de contacto que aparecem alguns dias depois da
tatuagem, algumas acabando em reacção alérgica
grave, obrigando a tratamento ou hospitalização.
Em causa está a junção
ao hena de uma
"substância química proibida, a parafenilenodiamina (PPD),
utilizada para acentuar a cor negra e prolongar o efeito" da tatuagem,
diz o Infarmed. De acordo com o dermatologista Fernando Ribas, é
uma das 20 substâncias da lista europeia de alergénicas
mais frequentemente causadoras de alergias cutâneas.
"É usada frequentemente em tintas de
cabelo,
colorações rápidas, tintas para sapatos, borrachas
negras, óleos e massas de lubrificação, alguns
cosméticos, como o rímel, e alguns medicamentos",
explicou o médico ao JN. Se as tatuagens se impregnarem na pele,
maior é a probabilidade de alergia, dado que a PPD em
concentração elevada aumenta o risco de
sensibilização.
O tratamento, se a alergia for local, passa
pelo uso de
corticóides. A reacção alérgica
generalizada é que obrigará à
hospitalização, adianta Fernando Ribas, que admite
já ter tratado de alergias resultantes de tatuagens,
temporárias ou não.
Ivete Carneiro
fonte: Jornal de Notícias -
Julho 2006
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