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Confissões de filha



Agora que minha mãe voltou para a casa dela em Lima, PE, posso contar como é viver com uma mãe que mora longe. É estranho, mas como tudo na vida, você acostuma.

Convivi com meu pais juntos até uns 9, 10 anos, quando eles se divorciaram, fui morar com meu pai, depois com a minha mãe, depois com meu pai e depois com minha mãe (fase que estou atualmente), mas em muitos os momentos minha mãe esteve viajando a trabalho: Paramaribo, Guiné Bissau e Lima. Foram 6 meses, volta, 6 meses, volta, 6 meses, volta e por Lima novamente há quase 3 anos.

Muitas preocupações, alívios por ouvir a voz, ver a imagem e MSN, em Guiné Bissau ela ficou exposta a todo tipo de enfermidades, toda vez que ela viaja fico pensando sobre como está a saúde, se está rodeada de pessoas que vão cuidar dela, nesse ponto nossa relação se inverte.

O que foi ruim dessa experiência: minha mãe ter ido só uma vez na minha apresentação do dia das mães e minha irmã ter me ensinado a usar absorvente. O que foi ruim e bom: eu ter amadurecido muito rápido e eu não suportar a existência da palavra "dependência" na minha vida.

O que foi bom: ela me ensinar a gostar de estudar quando era bem pequena, sentir o abraço dela em toda volta, saber que ela me ama e que sempre se preocupa comigo, coisas que mães "presentes" não fazem. O legado da minha mãe é, foi e será uma pessoa que tenta aprender a ser mais humilde, paciente e culta com seu exemplo.

(Carolina Fraga in peculiarizar.blogspot.com)



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Fonte:    2010-06-09