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Matteo Renzi: A Itália não se deixa telecomandar pela União Europeia



Matteo Renzi: "A Itália não se deixa telecomandar pela União Europeia"

 
 
Matteo Renzi, actual primeiro-ministro da Itália, hoje em visita ao Palácio Real de Caserta, afirmou preto no branco: "A Itália não se deixa telecomandar pela União Europeia"!
 
Imagino os calafrios que esta frase não terá provocado aos Passos e aos Portas, que além de convidarem os burocratas da União Europeia (que ninguém elegeu) a comandarem os nossos destinos, ainda venderam o que restava das empresas públicas (à pressa) ao estado chinês(!) e a outros "mercados".
 
Como eu gostaria de ouvir em Portugal alguém falar assim! Como eu gostaria de ter ouvido alguém levantar a voz quando os burocratas de Bruxelas nos mandaram (praticamente) encerrar a zona franca da Madeira, por exemplo!
 
Mas em Portugal é tudo fraco, fraquinho. Tudo com respeitinho, que é muito bonito. Como não temos nenhum Salazar para nos ditar ordens, rapidamente nos acomodámos aos fatos cinzentos de Bruxelas ou Berlim.
 
Vem isto a propósito de Pacheco Pereira mencionar que gostava de ouvir Marcelo sobre alguns temas e um deles era precisamente a questão da soberania nacional. Ou o que resta dela.
 
Triste ideia essa a do Pacheco, perturbar a dolce vita do Marcelo, que entre um pastel de nata e um naco de presunto vai distribuindo "abraços e beijinhos às velhinhas e aos cauteleiros" (a expressão não é minha, é de Luís Pedro Nunes).
 
Não sei, não consigo explicar como é que um povo que descobriu e assentou arraiais, do Brasil ao Oriente, se tenha tornado neste doce cordeiro que não só não se revolta, como deseja mesmo, ser telecomamdado a partir de Bruxelas.
 
Luis Lemos


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Fonte:    2016-01-17