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Deputada portuguesa termina relação porque o namorado deixou fugir o gato



Hoje li numa revista que uma ex-deputada portuguesa (uma Marta Rebelo qualquer, de quem de resto eu nunca tinha ouvido falar) publicou no "facebuque" que mandou o namorado às urtigas, porque este deixou fugir o gato lá de casa.
 
Já aqui comecei a ficar aparvalhado. Mas que necessidade tem uma sujeita de vir escrever para "facebuque" detalhes sobre a sua relação com o namorado e o seu gato?! Enfim, estamos a falar de deputados da nação e portanto, são "malhas que o império tece", como diria Pessoa.
 
Mas isto não acaba aqui. Após a publicação, ou em facebuquês, após  o post, que naturalmente "incendiou as redes sociais" (a frase mais adorada pelos "jornalistas" portugueses), começaram a chover críticas à deputada que terá repudiado o coitadinho do namorado por causa do malvado gato.
 
As referidas reacções enfureceram de tal forma a parlamentar (que certamente esperava uma vaga de fundo de apoio ao gato), que esta desatou a chamar nomes aos portugueses que sem mais se meteram na vida dela. Note que tudo isto se passou no "facebuque".
 
Do "facebuque" passou para as publicações em papel e foi onde tomei conhecimento de tão distinta matéria.
 
Qual a importância que isto tem? Possivelmente nenhuma, como aliás nada hoje tem qualquer importância. 
 
No entanto, começo a ter uma certeza; dificilmente algum humorista ou caricaturista poderia vir a ter algum sucesso em Portugal. Lembram-se de José Vilhena (Gaiola Aberta)? Foi o último que conheci, mas se vivesse nos tempos de hoje, não ganhava a vida. É que a realidade ultrapassou em muito o ridículo (e por conseguinte, o caricaturável), e não deixou espaço nenhum para a imaginação.
 
Curiosamente, o que noto, pessoalmente, é que se esta estorieta fosse uma caricatura, poderia ter graça. Como se passa na realidade, nem sei que diga. Admirável mundo novo.
 
luís lemos
 


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Fonte:    2015-11-07