Categorias









Artigos » Sociedade

Je suis Charlie ou como é provável que coisas improváveis aconteçam



Je suis Charlie
 
Sendo certo que os europeus nem precisam de ninguém para se prejudicarem a si mesmos, enquanto europeus, enquanto Europa, este ataque ao jornal Francês Charlie Hebdo demonstrou bem no que a Europa se tornou e sobretudo o que são hoje os dirigentes europeus. Gente sem estratégia, sem fibra, sem noção de segurança do Estado, gente que vive apenas preocupada com as amantes ou os relógios de ouro, gente insignificante (estes 2 criminosos foram seguidos durante imenso tempo pelos serviços secretos e até tiveram problemas com a justiça francesa! Como é possível que isto tenha acabado assim? Que indulgência vem a  ser esta para com os criminosos?!).
 
A Europa é um local hoje onde todos entram e saem sem qualquer problema. E entre esses todos, estão neste momento a entrar aqueles que se propuseram a matar as redações dos jornais e mais tarde, quem sabe, todos os governantes de um país.
 
Aparentemente, afinal passa-se na França o mesmo que em Portugal; uma velada paixão dos governos por criminosos, que eu nem percebo onde teve origem, que na prática se traduz por criminosos à solta na rua e as populações cheias de medo em casa. Daqui ao terrorismo, os primeiros passos já foram dados.
 
Custa a crer que um país que foi a pátria da Revolução que iluminou o mundo, se veja agora vergado a uma corja de assassinos. Mas como dizia Aristóteles, é provável que coisas improváveis aconteçam.
 
luís lemos
 


Print Friendly and PDF












Fonte:    2015-01-07