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Portugal e as rendas garantidas



Abebe Selassie, encarregado da chefia da missão da troika para Portugal, queixou-se de que as rendas garantidas e abusivas em Portugal nunca mais acabam.
 
Rigorosamente, o que o homem disse foi: "É muito desapontante que preços da luz e das telecomunicações não desçam em Portugal".
 
Bem; eu acho que o sujeito não sabe o que é um sacrilégio, não conhece Portugal nem a raça de gente que nos governa.
 
Caso soubesse, nem tinha feito tal declaração. Só uma pessoa com expectativas de que isso fosse possível, poderia dizer aquilo. E se ele tinha a esperança que os factos apontados mudassem, não conhece Portugal nem o governo português.
 
Mas alguma vez na vida os governantes portugueses iriam fazer tal sacrilégio?  
 
Esse tal Selassie não sabe o que é um sacrilégio, mas eu explico-lhe: Um sacrilégio é um ultraje feito a pessoa ou pessoas sagradas ou veneráveis. 
 
Nenhum governo português fará o sacrilégio que espera Selassie. Em contrapartida, já venderam a EDP e a REN, e os Correios. A TAP e a RTP estão a caminho.
 
No entanto, há uma coisa que não compreendo. Como podem os portugueses assistir a isto tudo quietos e calados? Não sei, mas se até o império romano desapareceu, porque não haveria de acabar o Portugal que conhecemos. 
 
O que virá depois, ninguém sabe.


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Fonte:    2013-07-26