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O refundês do politiquês.



Gosto desta nova maneira de os políticos se expressarem, sem nível e de forma cobarde, escondendo-se atrás das palavras.
 
Ele é requalificar (quando é para despedir), reponderar (quando se enganaram em projecções que ninguém acredita) refundar (quando querem acabar com o Estado Social), exercer a legalidade (quando querem desancar em cima dos civis) e neutralizar (quando as forças de segurança disparam a matar). 
 
Para essas bestas (desculpem mas aqui não há rodriguinhos) nem uma ovelha é o que é (para eles, é unidade consumidora de cereais). O desemprego já se sabe, são apenas danos colaterais. 
 
E escondidos atrás de palavras, vão exercendo a sua função que de político nada tem.
 
Governar com base em critérios puramente técnicos e usar eufemismos não é política. Se fosse assim, não  precisávamos de políticos para nada. E quanto aos critérios técnicos bastariam meia dúzia de funcionários públicos com qualificação nas áreas respetivas.
 
A política tem em meu entender uma dimensão humana que ultrapassa os conhecimentos técnicos, económicos e financeiros.
 
Veja-se o caso do encerramento sem mais, da televisão pública grega. Os critérios financeiros gritaram mais alto.
 
Gostaria que me indicassem onde a humilhação de um povo (como estão a fazer aos gregos) está prevista nos manuais de economia e finanças. Não está nem tem de estar, pois essa é uma matéria que à política diz respeito.
 
E mesmo em relação ao puros critérios económicos e financeiros, temos razões de sobra para duvidar deles. Veja-se o que aconteceu em Portugal.
 
luís lemos


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Fonte:    2013-06-15