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Portugal não se governa



Augustina Bessa-Luís escreveu no seu romance Fanny Owen, que a cidade do Porto é um caso e os casos não se governam.
 
A mim parece-me que Portugal é um caso. Sério.
 
O governo não faz a mínima ideia do que seja governar. Ora, quem não sabe não é (intelectualmente) responsável e portanto não podem ser assacadas responsabilidades a esses senhores.
 
De resto, alguns estão lá apenas para preencher currículo, o que é excelente. Para eles.
 
Se o governo não funciona e nem sequer é eleito diretamente (não fui eleito coisíssima nenhuma, advertiu o Gaspar) já o presidente da república, embora não tenha funções legislativas ou executivas, é eleito diretamente e tem sem dúvida a obrigação de manter o regular funcionamento das instituições. 
 
E assim sendo, e com uma sociedade à beira do deslaçamento, faz sentido o povo esperar encontrar no presidente o respaldo para as suas preocupações.
 
O que fez este no dia 10 de junho, o dia de Portugal? Falou de concentrado de tomate. De números e percentagens. Da qualidade dos solos.
 
Não foi um dia agradável, nem uma segunda feira para recordar. 
 


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Fonte:    2013-06-10