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O que se passa com os portugueses?



O que se passa em Portugal é dramático. O desemprego ultrapassa os 20%, a economia está em depressão, multiplicam-se os casos de fome, a emigração disparou.
 
Mas a desgraça não acaba aqui. Com uma dívida que já está acima dos 123% do PIB, ou seja acima dos 200 mil milhões de euros, os governantes perderam a cabeça.
 
Ou perderam a cabeça ou são criminosos. Se o país chegou a uma situação em que tem de pagar 9 mil milhões de euros de juro por ano, o que adiantou entregar a EDP ao Estado chinês por 2,3 mil milhões? Esse dinheiro dá para pagar o quê? 3 meses de juros?
 
E em troca ficámos dependentes de uma empresa chinesa num sector chave da economia. Pior, muito pior: numa atitude que devo considerar criminosa, a EDP foi vendida aos chineses com altas rendas garantidas. Trocando por miúdos, o negócio foi mais ou menos assim; vocês (chineses) pagam mais qualquer coisinha e podem em troca explorar eternamente os portugueses. Coisa nunca vista.
 
Agora preparam-se para fazer o mesmo e vender os Correios ao Estado Brasileiro. Andam a fechar estações pela calada da noite (à falsa-fé, diz Pacheco Pereira) prejudicando gravemente o povo, para poderem vender a empresa de forma mais atrativa.
 
Não há quem pare esta gente? O que se passa com os portugueses? Como é possível ficarem parados perante a destruição de um país por meia dúzia de ultra-liberais, traidores da pátria e funcionários ao serviço dos credores internacionais?
 
Não há solução? Há sempre solução e posso dar uma achega. Basta que se tome a atitude defendida por pelo Professor João Duque e se considere que os credores correram um risco, como quem joga na bolsa corre riscos. Portugal não paga porque não pode. Não há forma de pagar 200 mil milhões de euros mais os juros deste montante com uma economia a andar para trás. Há que parar esta sangria imediatamente, renegociar a dívida e se necessário sair do Euro, como defende, em minha opinião bem, João Ferreira do Amaral.
 
Agora assistir impávido à destruição do país e à entrega das empresas fulcrais para o funcionamento da sociedade a estrangeiros endinheirados, é minha opinião pactuar com o crime que está a ser cometido.
 
luís lemos


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Fonte:    2013-06-05