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Artigos » Política
Portugal; alegremente rumando para o insucesso.
A propósito da crise e da falta de emprego, estávamos a conversar, eu e uns amigos, numa freguesia nos arredores de Coimbra.
Notando que não havia um mini-mercado na localidade que servisse os vizinhos mais próximos e os de passagem, sugeri essa ideia a um dos presentes, que se encontra desempregado.
O riso franco e espontâneo foi a resposta. As pessoas riem da hipótese de haver o mínimo de empreendedorismo e explicam porquê.
Montar um negócio por mais pequeno que seja é um calvário pessoal e um suicídio financeiro. Os pequenos negócios existem apenas para sustentar os bancos e os senhores que vivem refastelados no Terreiro do Paço, adiantou o nosso amigo. Da burocracia aos impostos, passando pela energia e comunicações, tudo está armadilhado para que alguns vivam à custa de quem empreende.
A mim o que me parece grave é que o povo esteja firmemente convencido que não vale a pena empreender porque vão ser roubados, espoliados e maltratados, até, acabarem por ceder e fechar o negócio.
Contaram-me que uma das últimas medidas dessa gente que vive em gabinetes com ar condicionado e cadeiras italianas, foi exigir aos pequenos comerciantes que adquirissem uma maquineta eletrónica por 1500 euros com ligação à internet. E contaram-me muitas outras coisas.
Não me contaram, não era preciso, vinha nos jornais, que uma funcionária do Banif recebeu um milhão de euros por ir passear ao Brasil durante uns dias. Pormenor delicioso, o banco só funciona porque os contribuintes lá puseram o seu dinheiro, mais uma vez. Mas isso, o ministro das finanças não vê.
O que eles vêem são sempre os mesmos para roubar e espoliar. Já disse e escrevi várias vezes. Não foi à toa que chegámos onde e à situação que estamos. E não se vê saída. Não se vê, porque, durante décadas, esta atitude deste Estado malfeitor, incutiu na mente das pessoas as ideias que ora expressam. E não é em meia-dúzia de anos que se muda a mentalidade de um povo. Não estou a ver os portugueses a mudarem a imagem que tem do Estado e tornarem-se empreendedores.
Aliás, as injustiças são tão gritantes, que eu nem percebo bem porque o povo as tolera. Vejam este exemplo: Um banco internacional XPTO em Lisboa, com três empregados, movimentando milhares de milhões e tendo lucro de milhões, paga o mesmo para a Segurança Social, do que um colega meu que tem uma olaria com 3 funcionários. E este é apenas um pequeno exemplo do estado do nosso Estado.
E a culpa é dos órgãos de soberania sim! Existem cidades nos Estados Unidos onde há mais portugueses do que americanos e não me consta que os portugueses tenham ido para lá emperrar o funcionamento do país e conduzir aquilo à falência. Lá são produtivos e estão empregados, cá estão sem trabalho e são dos menos produtivos da Europa. Porquê? A resposta está à vista.
luís lemos
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