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Estudante morto a tiro na Queima das Fitas



O tema da tolerância dos políticos em Portugal para com os criminosos é um assunto que me vem intrigando há anos. Como é possível que um país que tem uma polícia de segurança pública, uma GNR, uma polícia judiciária e menos habitantes do que uma grande cidade, não consiga manter a segurança das populações?
 
A resposta é simples; nada funciona, a justiça não funciona, as leis não são dissuasoras, o crime compensa. 
 
Os políticos acham que os respeito pelos Direitos Fundamentais é o respeito pelas prerrogativas dos criminosos e esta crença é tão arreigada que mesmo sendo eles as vítimas, tudo bem, esse é o preço a pagar para manter a atitude (o carro do próprio ministro da Administração Interna Miguel Macedo foi vítima de uma tentativa de assalto, o PGR foi roubado, etc. mas eles não se indignam)
 
Estão contentes; atingiram o seu objetivo em pleno. Passámos do furto sistemático ao crime violento. Hoje, criminosos mataram um estudante numa festa estudantil para roubar meia dúzia de euros. Vai acontecer alguma coisa? Como vão ser agora as festas seguintes? Festas e medo de se ser alvejado combinam? De resto este crime tem contornos terroristas, já que instalou o medo e a insegurança em futuros acontecimentos do género, que movimenta dezenas de milhares de pessoas.
 
Claro que todos sabemos que não vai acontecer nada. A não ser a estafada frase “A polícia judiciária está a investigar.”
 
Assim não admira que Salazar tenha sido eleito o maior português de sempre e que quase metade dos portugueses não dê valor à democracia. 
 
E tudo isto, porque o Estado que nos suga quase metade do que ganhamos, não cumpre o seu papel de fornecer segurança aos cidadãos.
 
Alíás, eu estou convencido que se alguém sair por aí a perguntar aos políticos quais são as funções do Estado, poucos saberão. As licenciaturas (tiradas como se sabe) servem apenas para serem tratados por sr. dr. aqui e ali. Poucos terão lido os livros de Direito Administrativo ou Constitucional que se ocupam do assunto. E por falar na Constituição, convém relembrar que no seu artigo 272º, 1º, diz o seguinte: "A polícia tem por funções defender a legalidade democrática e garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos" (o mais importante direito dos cidadãos é o direito à vida, artigo 24.º, 1º, da mesma constituição).
 
Ou se leram, então, que nos expliquem porque estamos assim. Argumentar no mesmo tom miserável, que quem é roubado, vê os seus filhos assinados e reclama, é demagogo e populista, já cansa.
 
luís lemos
 
 
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Fonte:    2013-05-04