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A mulher mais feia do mundo



A mulher mais feia do mundo, pelo menos desde que há registos que permitam fazer este tipo de afirmação, parece ter sido Julia Pastrana, que morreu há mais de 150 anos.
Ela sofria de uma doença muito rara, a hipertricose terminal congénita, que entre outros sinais, cobre de pelo toda a pele dos pacientes, incluindo a cara (apenas as palmas da mãos e dos pés escapam). 
 
Para complicar ainda mais a vida destes pacientes, esta doença é normalmente acompanhada de hiperplasia gengival o que no caso de Julia contribuía para a forma estranha da sua cabeça e dava-lhe um aspeto que fazia lembrar um símio. A sua doença nunca lhe foi diagnosticada em vida.
 
Embora hoje haja tratamento (depilação a laser), isso não acontecia na altura em que viveu (1834-1860). Julia foi explorada pelo seu agente que casou com ela apenas para a poder exibir pelo mundo fora e ficar com os proveitos. Mesmo depois de morrer (morre com apenas 26 anos na sequência de complicações pós-parto e a criança só viveu algumas horas) o seu cadáver foi embalsamado e continuaram a exibi-la pelo mundo.
 
Para aqueles que acreditam na genuína bondade e compreensão da natureza humana, aqui fica mais uma demonstração do que são capazes algumas pessoas, se não forem travadas nos seus intentos.
 
O seu cadáver acabou por ir parar ao instituto de medicina forense da universidade de Oslo onde ficou guardado.
 
A artista Laura Anderson Barbata, que reside em Nova Iorque, encetou uma campanha para trazer de volta ao México o corpo da malograda jovem e proporcionar-lhe um funeral decente.
 
A campanha (que demorou 10 anos) foi bem sucedida e Julia foi finalmente enterrada em Sinaloa de Leyva, perto do local onde nasceu.
 
(foto: wikipédia)
 
 


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Fonte:    2013-02-13