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Os riscos dos ricos



Existe em Portugal uma subserviência para com os ricos que é espantosa, mas está tão embrenhada no nosso ADN, que não há volta a dar. Não sei qual é a origem, não sou sociólogo, mas nalgum canto recôndito da história estará.
 
Se um GNR deu um pontapé num porco, o país entra em espasmos de indignação, mas se uma centena de ricos roubaram um banco em mais de 7 mil milhões de euros e os portugueses andam a pagar o roubo, ninguém se espanta.
 
Se a Isabel Jonet diz duas ou três larachas, cai o Carmo e a Trindade, o povo arrepela os cabelos e rasga as vestes, mas paga suavemente mais 1000 milhões de euros por ano para as PPP´s, consultores, sociedades de advogado e quejandos, e não pia!
 
Os ricos apostaram na bolsa e perderam, não há problema, os contribuintes pagam. Os ricos apostaram  em hedge funds e o dinheiro foi-se? Sem stress, aumenta-se os impostos.
 
Os ricos cometeram algum crime? Calma, inventa-se uma doença grave (Oliveira e Costa, Duarte Lima, etc.) e eles voltam para casa.
 
A prova que este comportamento está no ADN dos portugueses, para além das evidências descritas, manifesta-se até nas notícias mais triviais; Os EUA querem processar a S&P. Em Portugal, as câmaras municipais pagam 100.000 euros por ano a essa gente e ficam a tremer quando essa malta vai lá fazer inspeções (declarações de Santana Lopes e António Costa – um foi, o outro ainda é presidente da CML).
 
Se alguém em Portugal sugerisse processar essa gente das agências de rating, os políticos e a justiça teriam um ataque de urticária (aliás o Passos Coelho ficou um pouco mais careca só porque  o presidente francês lançou um imposto sobre a riqueza, em França). A simples ideia de tributar os ricos, fez cair o cabelo a Passos Coelho.
 
Pedro Castro
 
 
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Fonte:    2013-02-10