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Histórias de mel falsificado



Em toda a serra do Gerês (em Portugal), há imensos enxames, o que faz da localidade uma forte produtora de mel. 
 
A propósito de alimento, leiam este relato do Professor José Hermano Saraiva, na RTP:
 
«Gostava de lhes contar uma coisa que se passou há pouco tempo comigo e que eu estranhei muito.
 
Foi numa pousada da Enatur. Ao pequeno almoço havia uns pequenos boiões de mel húngaro, distribuídos por uma empresa que eu não digo o nome, mas mereciam que dissesse.
 
Para começar, temos tanto mel em Portugal, que consumir mel húngaro em cá, não deixa de surpreender. Mas o pior estava para vir.
 
O mel parecia gelatina com aroma. Ora para distinguir o bom do mau mel, nada melhor do que abelhas.
 
Agarrei no mel húngaro, levei-o para Palmela, onde moro, e pus um bocadinho num prato e noutro prato, um bocadinho de mel português.  Coloquei os dois pratos ao pé de uma colmeia.
 
No dia seguinte as abelhas tinham comigo todo o mel português e ignorado o húngaro. 
 
Pensei “são abelhas patriotas”, amanhã comerão o outro. Mas no dia seguinte nem as abelhas comeram o mel húngaro e o sol acabou por evaporar a essência que havia na gelatina, ficando apenas um fio de gelatina descolorada.
 
Era evidentemente mel falsificado.»
 
 


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Fonte:    2013-01-23