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Casos de pais que castigam filhos na página do Facebook



Neste artigo, Isabel Stilwell analisa a atitude dos pais relativamente aos filhos menores versus a questão das redes sociais, com foco no Facebook, que é a que mais projeção tem atualmente. 
 
 
Pais castigam filhos no Facebook
 
Há pais que castigam os filhos na própria página do Facebook, relata a Psychology Today num artigo sobre os adolescentes e as redes sociais. Desde os pais que colocam fotografias dos filhos em figuras ridículas para combater a sua vaidade, até aos que substituem a imagem do perfil, com a do adolescente com um quadro na mão a dizer “Como postei imagens inapropriadas de álcool, provei que não tenho idade para andar nas redes sociais”, até ao caso extremo de um pai que deu 15 tiros no laptop da filha que tinha escrito comentários menos agradáveis sobre ele na rede.
 
Dos 800 milhões de utilizadores do Facebook, 7,5 milhões admite que aderiu à rede antes dos 13 anos, e os estudos indicam que 22% dos adolescentes acedem-lhe 10 vezes por dia, diz a PT. Ou seja, o Facebook pode e deve ser tema de discussão em casa, o que está em dúvida é qual a melhor forma de lidar com os filhos.
 
Humilhá-los pode até funcionar, dizem os especialistas escutados, mas a principal lição que vão aprender é que humilhar os outros é uma forma aceitável e eficaz de lidar com um problema. O que, convenhamos, é bem pior do que ser vaidoso, ou dizer mal dos pais. Mas fechar os olhos aos abusos praticados nas redes sociais, também não se recomenda.
 
A sugestão é que deixe bem explícito, e as vezes que for preciso, que somos responsáveis pelos nossos actos tanto no mundo “real”, como no virtual. E que o ajude a pôr-se no lugar do outro: como se sentiria se lhe chamassem nomes? E para concluir que tal levá-lo, por exemplo, aos sites dos jornais, e mostrar-lhe comentários inqualificáveis, que substituem os argumentos por palavrões e fazem processos de intenção a coberto do anonimato, explicando-lhes que se trata de um crime, punível por lei.
 
Escusado será dizer que se aceitou que seu filho falsificasse a idade para ter uma página no Facebook, já perdeu um bocadinho da autoridade moral...
 
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt
 


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Fonte:    2012-11-17