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A vida acredita na velhice?



Normalmente diz-se que a vida renova-se constantemente, velhos morrem e novas crianças nascem. E o milagre do nascimento de uma criança é algo extraordinário. 
 
A vida que rodeia esta criança é totalmente pura, sem personalidades, sem prisões e o pulsar do seu batimento diz-lhe que a vida renova-se diariamente. 
 
É claro que à medida que a criança cresce vão automaticamente surgir as prisões. Ela vai ser presa pelos pais, pela sociedade, pelas universidades e esse pulsar natural passa a ter um batimento distante. 
 
Se a vida fosse dirigida por economistas esta renovação seria considerada um desperdício e um homem sábio, velho, nunca seria substituído por uma criança sem nenhuma sabedoria, sem nada no seu interior. 
 
Mas a vida não acredita na velhice, e é bom que não acredite! Não consulta os economistas para fazer esta substituição! Porque será? Continua a substituir gente velha, por gente nova, gente morta por gente jovem, gente insensível, por gente sensível, porque se assim não fosse a vida transformava-se num cemitério. 
 
A indicação é clara, a vida gosta de gente sensível, porque através da sensibilidade ela pode facilmente fluir. Agora compare o número de nascimentos com o número de mortes e veja quão insensível se tornou o mundo.
 
Virgínia Pinto


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Fonte:    2012-10-27