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Mulheres mortas por maridos e namorados



Nas últimas 24 horas, três mulheres foram mortas pelos companheiros em Portugal (confira), um país que tem menos habitantes do que a cidade de Londres (10 milhões).
 
Estes episódios de violência doméstica, suscitam-me várias questões, mas vou  abordar apenas duas;  a primeira é a falsa ideia de que os portugueses são um povo tranquilo e de brandos costumes. Isso é mentira; o povo português tem medo da autoridade e dos srs. doutores, herança que vem do tempo da malfadada Inquisição e do Estado Novo, mas em casa é tão violento como qualquer outro.
 
Lembrem-se que as mulheres mortas são apenas a ponta do icebergue; por cada uma que morreu há milhares a sofrer violências inconfessáveis.
 
A segunda questão tem a ver com a facilidade com que as mulheres entregam a sua vida a um desconhecido. Não estou de nenhuma forma a culpar as mulheres pelas atitudes criminosas dos homens, mas apenas a considerar que sendo eles o que são, as mulheres deviam ter uma atitude preventiva mais efectiva.
 
Surpreendo-me sempre que vejo a facilidade com que as mulheres juntam a sua vida com completos desconhecidos. Está à vista o custo que essa atitude comporta e infelizmente até nas pessoas que me são próximas há episódios desses.
 
Uma última nota, para as mulheres. A violência doméstica é uma coisa a evitar, não a remediar. A justiça não funciona em Portugal e além demais os políticos tem um fascínio indisfarçável pelos criminosos, pelo que não é de esperar medidas legislativas que protejam a mulher. Este é um daqueles casos em que evitar é melhor do que remediar. Sem qualquer dúvida.

Madalena Pinho
 


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Fonte:    2012-09-04