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Clementina – a estória da mulher a quem o amor enlouqueceu



Este é um acontecimento real passado na segunda metade do século XIX, que envolve Carlos Relvas (célebre fotógrafo amador português) e a sua filha Clementina. Foi contado pelo professor José Hermano Saraiva na RTP Memória:
 
“Pode dizer-se que Carlos Relvas viveu para a fotografia. Quando estava a construir a sua casa, deu-se um terrível drama.
 
Carlos Relvas tinha, como se disse, uma filha chamada Clementina, por quem um campino da casa se apaixonou. Era no entanto um homem rude e grosseiro e andava pelas tascas a gabar-se das suas intimidades com a moça.
 
É claro, isso chegou aos ouvidos de Carlos Relvas e podemos calcular como ele ficou perante uma situação destas.
 
O campino desapareceu. Simplesmente desapareceu. (e note-se que a moça ficou sem saber se morto ou vivo).
 
Tinha eu 10 anos, as minhas tias levaram-me uma vez ao cinema S. Luís, e à porta do cinema estava uma velhinha toda vestida de preto com fatos que se viam que eram de muito boa qualidade mas já muito antigos e tinha uma expressão profundamente triste.
 
Era Clementina. Andava a pedir esmola à porta dos cinemas apesar de ser riquíssima e de ter um irmão que sempre a apoiou. 
 
Enlouquecera.
 
Clementina tinha vindo para Lisboa convencida que o seu amado cá estava e na cidade procurava-o à saída dos cinemas, nas ruas desertas e no porto à saída e chegada dos vapores.
 
O corpo do campino só apareceu mais de 50 anos depois, já Clementina morrera; estava entaipado numa parede da própria casa onde vivia Carlos Seixas com a filha, antes de esta sair de casa e vir para Lisboa procurar o seu amor desaparecido.”
 
(imagem: RTP memória)
 
 


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Fonte:    2012-08-30