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Mãe, o meu namorado pode dormir cá em casa?



Se tem um filho adolescente, prepare-se para a pergunta. Recusar é tentador, mas não será a melhor estratégia.

O tempo dos pais não é igual ao tempo dos filhos. Há três gerações, o namoro era fiscalizado no sofá da sala; há menos tempo ainda, o amor acontecia dentro de um carro, às escondidas dos adultos. 
 
Hoje os miúdos pedem aos papás para os namorados dormirem em casa. Perante o dilema, há dois grupos de pais. Os que estão preparados. E os que não estão. 
 
Ana Maria, mãe divorciada de 44 anos, sabia que esse momento iria chegar: "E chegou até mais tarde do eu esperava." Muito antes de o namorado de Sofia "fazer parte da família", mãe e filha conversaram muitas vezes sobre os assuntos do coração. 
 
Comunicar com os filhos é a primeira regra para os pais não serem apanhados desprevenidos, avisam os especialistas.
 
"Falar desde cedo sobre as questões da sexualidade, afectos e cuidados a ter é uma preparação básica para esse momento", diz Maria João Moura, psicóloga da adolescência. A pergunta de Sofia chegou aos 18 anos, portanto, como mais uma etapa na vida da adolescente. 
 
E conhecer o rapaz foi um trunfo para a publicitária. O namorado aparecia para almoçar e jantar e, um dia, ficou até mais tarde: "Foi aí que surgiu o pedido, mas a minha filha já sabia que eu iria aceitar." 
 
Desde essa noite, na casa de Ana Maria, há lugar para mais uma escova de dentes e no frigorífico há também os iogurtes preferidos do namorado da filha.
 
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Fonte: Jornal i   2010-03-06