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Artigos » Psicologia
Porque somos infiéis?
Porque é que alguém é infiel? Esta é, provavelmente, uma das perguntas com que mais frequentemente me confronto a respeito da infidelidade - quer em contexto terapêutico, quer quando sou questionada sobre o tema. De resto, enquanto o cônjuge traído não se sentir livre dos “porquês” que, pelo menos numa fase inicial, povoam o seu pensamento, não há margem para a reconstrução da relação. Paradoxalmente, é muito difícil para o cônjuge que foi infiel responder com clareza e honestidade a esta questão.
É relativamente fácil para um casal que esteja a tentar lidar com uma infidelidade cair em ciclos viciosos marcados por interrogatórios tensos e pouco frutíferos.
Antes de mais, importa esclarecer que a infidelidade pode atingir qualquer casal e que até as pessoas cujos comportamentos são habitualmente norteados por valores morais elevados podem cair em tentação. E porquê? Sobretudo porque desvalorizam, durante muito tempo, as suas próprias emoções. De facto, a ânsia por dias melhores, a vontade de preservar a harmonia, ou a simples crença de que é normal que, ao fim de algum tempo, a chama esmoreça podem fazer com que muitas pessoas se abstenham de ir manifestando a sua insatisfação conjugal.
Mas o facto de não exteriorizarmos as nossas queixas não faz com que elas desapareçam. Pelo contrário, essa falta de clareza promove os erros do nosso cônjuge, valida os comportamentos disfuncionais.
A páginas tantas, é mais fácil reconhecer o interesse por uma terceira pessoa e investir nessa relação do que voltarmo-nos para dentro do casamento.
Estar sob o guarda-chuva da paixão é estar sob uma espécie de céu nublado, que tolda a percepção da realidade. Talvez por isso, para muitos, não é fácil responder aos porquês. E é ainda menos fácil explicar como foi possível trair e continuar a amar o cônjuge.
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Fonte: A Psicóloga 2009-11-15


