Beleza fatal, automóveis e piropos

  Britney Spears imita Angelina Jolie

  PAMELA ANDERSON nua em montra de loja

  O que querem as Mulheres? Já sabemos as respostas

 Sexo na capital Mundial do Futebol. Marcar golos nos bordéis da Alemanha

 Luís Figo. Amigos desmentem romance do jogador

Luís Figo. Actriz porno elogia capitão

  Empregado de bar urina dentro de lata de soda e dá a beber a cliente
 

PACTIS & ROCK ‘N’ ROLL - O espectáculo continua

Lembram-se daquelas jovens, com vozes fabulosas, muito compostas, vestidas solenemente que davam pelo nome de PACTIS? Pois elas aí estão de novo em palco para nos encantar, amanhã, dia 14 e no Sábado, 15 de Julho no Auditório do Ramo, mas a única coisa que restou da descrição anterior foi mesmo as vozes fabulosas. Desde os Cats que o PACTIS já não se contenta só com qualidade musical, mas apresenta também um autêntico espectáculo com dança, encenação, cor, luz e movimento. Depois de Cats, e na mesma linha, embarcaram na aventura de redescobrir os ABBA e agora chegou a vez do Rock ‘n’ Roll. “PACTIS & ROCK ‘N’ ROCK”, assim se chama o novo recital/espectáculo deste jovem e talentoso coro fundado e dirigido pela maestrina Fátima Gonçalves.
 
Sandra Garcia Bessa

Em declarações à “a União” Fátima Gonçalves confessa com um brilhozinho nos olhos que até estavam a pensar “noutro tipo de espectáculo”, e que até lhes ocorreu algo na linha de “Música no Coração”. Planos que tiveram de ser alterados pois confessa que “depois dos ABBA não tivemos coragem de fazer uma coisa tão morta!”
De facto apercebemo-nos bem, pelas palavras de Fátima Gonçalves e de Filomena Gonçalves – a responsável pelo projecto - que entre o PACTIS anterior ao Cats e o PACTIS pós Cats há uma evidente mudança, uma nova energia, que, de certa forma, impossibilita qualquer retrocesso. O público não só aceitou como parece gostar ainda mais deste PACTIS versão espectáculo, com uma “forma de apresentação mais arrojada”
. Isso mesmo o atesta os êxitos, com casas sempre esgotadas, dos espectáculos “Cats” e “ABBA”.

Novos desafios,
diferentes registos musicais

O PACTIS pós-Cats aposta na procura de “novos desafios, diferentes registos musicais e outras formas de expressão corporal dos elementos do coro”, para tal reuniram uma equipa multidisciplinar que, conjuntamente com os elementos fixos do coro, dão, literalmente espectáculo.
Uma nova exigência, feita necessidade que, se torna tudo mais aliciante por um lado, aumenta, por outro lado, o grau de dificuldade das tarefas já de si complicadas de Fátima e de Filomena Gonçalves: “Cada novo desafio passa por uma pesquisa do tema e contextualização do mesmo, quer nas partituras a trabalhar, quer nas sonoridades, expressões vocais, estilos e figurinos.”
Só com a paixão, que de facto sentem, e é compartilhado por quem com elas trabalha, se consegue ultrapassar as dificuldades que se colocam a quem não pode fazer da paixão profissão, arranjando tempo onde este não existe e condições onde normalmente estas escasseiam.
Mas a paixão venceu mais uma vez, ainda que num timing longe do ideal: “No Verão as pessoas preferem os espaços ao ar livre do que as salas de espectáculo, o que se percebe”. Uma data que se impôs como a única possível de conjugar esforços entre quem regressa dos estudos e quem trabalha Assim desta vez a escolha recaiu sobre a música Rock ‘n’ Roll dos anos 50 por ser um tema intemporal que apaixonou e continua a apaixonar diferentes gerações.


Brilhantina, glamour
e Rock and Roll


Num cenário de garagem e no final de um ensaio de uma banda Rock, a curiosidade dos jovens leva-os a desvendar entre caixas velhas e baús esquecidos autênticos tesouros: peças de vestuário dos anos 50, objectos e acessórios da época. Tal descoberta funciona com uma viagem no tempo e em breve os jovens recordam as baladas, ritmos e dança dessa época de ouro do Rock ‘n’ Roll, que finaliza em ambiente de festa e de homenagem a este estilo de música, sempre jovem, sempre novo. Eis o contexto que nos propõe o PACTIS para o seu novo recital.
Desta forma o espectador é também ele transportado ao tempo em que um Elvis irreverente e provocador fazia delirar os jovens, em que o Jive era a dança da moda, e que o look da moda passava por saias rodadas, soquetes brancas e longos cabelos presos em rabos de cavalo para elas, e calças de ganga e brilhantina nos cabelos para eles.
O espectáculo recria o ambiente dos anos 50, com as cores e comportamentos da época em que “o Rock ‘n’ Roll e a brilhantina eram o mais importante na vida de qualquer adolescente”. Se as actuações do PACTIS têm ganho, indiscutivelmente, com esta nova dimensão do espectáculo, em que a encenação (Valter Peres), guarda-roupa (Filomena Gonçalves), coreografia e dança (Valter Peres e Paulo Borges), a luz e o som (Carlos Rosa e Francisco Medeiros) têm cada vez um papel mais importante a piéce de résistance continua a ser, obviamente, a música e as belíssimas vozes femininas do coro – a estreante Ana Braga, Ana Sofia Andrade, Carolina Martins, Catarina Simões, Mariana Martins e Helena Vasconcelos uma das primeiras a integrar o coro e que agora retorna após a conclusão dos seus estudos - mais uma vez enriquecidas com intérpretes masculinos convidados para o evento, desta feita Pedro Mendes e o já pactisiano Renato Garcia, com os dançarinos Fernando e Francisco Paulino e Ivo Bettencourt e os músicos Sérgio Pereira, Antero Ávila, Miguel Azara e Jannen Teixeira. Assim os espectadores podem contar com temas de sempre como o “Rock around Clock”, “Hound Dog” ou “Love Me Tender”, com nova orquestração e a magia das vozes que fazem dos concertos do PACTIS eventos a não perder.
 

fonte A União, 13.07.06
foto:  A União


Google
 
Web www.portais.ws

[ voltar ]