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Gruta das Torres

 

A Gruta das Torres está classificada como monumento natural regional segundo o decreto legislativo regional n.º 6/2004/A. Esta gruta está localizada na freguesia da Criação Velha, concelho da Madalena (Ilha do Pico, Açores, Portugal). Encontra-se a 5 km desta vila, levando cerca de 10 minutos de automóvel até ao abrigo da Gruta.

Na ilha do Pico são conhecidas 81 cavidades vulcânicas, algumas de particular imponência e interesse científico. Estas cavidades estão situadas, na sua maioria, na metade ocidental da ilha, de idade geológica mais recente. Esta Gruta foi descoberta em 1990.
Trata-se do maior tubo lávico conhecido em Portugal, com extensão de 5150 m. Faz parte da formação dos Lajidos-Gruta das Torres, inserida no Complexo Vulcânico da Montanha, originada muito provavelmente num intervalo de tempo estimado entre os 1000 anos e a data do povoamento da ilha.

Estas lavas estão associadas ao vulcanismo fissural e radial ao estratovulcão da Montanha do Pico.
O túnel lávico da Gruta das Torres possui um alongamento geral de direcção NW-SE, sendo o principal centro emissor das escoadas lávicas deste túnel o Cabeço do Bravo, embora a cartografia da zona mostre que outros centros eruptivos, implantados entre este cone de escórias e o Cabeço do Manuel João, foram igualmente responsáveis pela emissão destes mantos de lava pahoehoe, pelo que são igualmente incluídas na formação dos Lajidos-Gruta das Torres. O campo lávico estende-se entre a Areia Larga e o Cabeço Pé do Monte.

O túnel principal desenvolve-se ao longo de 4480 m e é na sua maior parte de grandes dimensões, podendo atingir alturas de 15 m, ao contrário dos túneis secundários laterais e superiores, com dimensões mais reduzidas mas com estruturas geológicas muito variadas. A gruta tem um desnível total de cerca de 200 m, com uma inclinação mais suave no troço SE, ao contrário do que acontece em alguns sectores a NW onde ocorrem as maiores inclinações.

As lavas que formam o chão são do tipo aa e pahoehoe e estão muito bem preservadas em grande parte do túnel, havendo no entanto locais onde estão cobertas por materiais provenientes de desabamentos das paredes e do tecto. No interior da gruta estão presentes diversas estruturas características das cavidades vulcânicas tais como estalactites, estalagmites lávicas, bancadas laterais e lava balls (bolas de lava). Ao longo da gruta existem sectores com algum gotejamento proveniente do tecto embora haja uma fraca circulação de água em grande parte da gruta. A temperatura no seu interior é sensivelmente constante ao longo do ano, variando de forma mais acentuada próximo da abertura.

A entrada principal da gruta é feita pelo “Algar da Ponte”, onde os visitantes ao entrarem num ambiente cavernícola, observam a transição da vegetação arbórea da superfície para outras formas de vida vegetal menos evoluídas, como sejam os fetos, os musgos e os líquenes, que se encontram no chão e nas paredes junto das aberturas.

Penetrando no escuro podemos contar apenas com a presença de bolores, bactérias e de entomofauna (insectos) cavernícola própria destes locais. Relativamente à fauna troglóbia (fauna característica de lugares subterrâneos), foram identificadas as espécies endémicas, Trechus picoensis Machado e Cixius azopicavuz Hoch. No entanto as grandes dimensões desta cavidade fazem prever a existência de mais espécies que poderão ser encontradas em futuros estudos bioespeleológicos.
(imagem: flatland-design.pt)


(imagem: 3.bp.blogspot.com)


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Fonte: Ilhéus de Bruma   2009-05-23
 
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